Em comunicado oficial, a equipe de advogados de Cunha refutou a alegação de que ele tenha atuado de forma clandestina, enfatizando que o ex-parlamentar não participou formalmente da elaboração das emendas objeto da investigação. A nota destacou que Cunha sempre se pautou por um compromisso ético e pela legalidade, mesmo nos momentos em que esteve no exercício de suas funções. A defesa também revelou que Cunha tomou conhecimento do bloqueio por meio da mídia, antes de qualquer notificação oficial.
Os representantes legais do ex-presidente da Câmara afirmam que as emendas questionadas foram apresentadas por outros parlamentares ou entidades competentes, ressaltando que Cunha não teve participação direta na sua formulação. Além disso, os advogados criticaram a interpretação que equipara a interação política legítima ao exercício de um mandato de forma clandestina, defendendo que há uma distinção clara entre os dois.
O bloqueio, no total de R$ 6,15 milhões, corresponde ao valor de emendas destinadas a municípios e outros beneficiários, mas a defesa alega que não há qualquer evidência de que Cunha tenha recebido vantagens em decorrência dessas emendas. A equipe jurídica também reforçou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou prematuro o bloqueio das contas de Cunha, sugerindo que ainda não há fundamentos sólidos para tal medida.
Diante disso, a defesa de Eduardo Cunha anunciou que buscará o acesso completo aos autos da investigação para poder contestar as alegações e exercer o direito ao contraditório. Essa situação complexa envolve não apenas questões jurídicas, mas também repercussões políticas, uma vez que Cunha foi uma figura central na política nacional nos últimos anos. A continuação dessa disputa legal certamente terá desdobramentos que permanecerão em destaque na agenda pública brasileira.





