Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde o início do ano, registrou seu voto, mas este posteriormente foi considerado inválido. A decisão de Alcolumbre foi fundamentada em uma diretriz estabelecida pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que determinou que parlamentares não poderiam votar ou registrar presença fora do Brasil. Essa medida foi implementada logo após o caso do deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ), que se encontra foragido após ser considerado fugitivo pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ramagem tinha solicitado afastamento da Câmara com um atestado psiquiátrico que alegava problemas de saúde mental.
A decisão de Motta foi publicada no Diário Oficial e enfatizava que licenças médicas não conferem autorização para a participação nas deliberações do Congresso fora do país. A notificação de Alcolumbre resultou na declaração de nulidade do registro de voto de Eduardo Bolsonaro, acolhendo a norma estabelecida por Motta.
Além deste episódio, a sessão contou com um resultado significativo, onde deputados e senadores conseguiram derrubar 56 vetos presidenciais que afetavam o novo marco do licenciamento ambiental. Essa ação foi vista como uma vitória expressiva para a bancada ruralista, que tem trabalhado arduamente para reverter algumas das decisões do governo. Desde agosto, a Frente Parlamentar Agropecuária mobilizou esforços para derrubar os 63 vetos presidenciais.
Essa cena no Congresso destaca as tensões e desafios legislativos em um momento conturbado da política brasileira, onde as ações e decisões dos parlamentares são monitoradas de perto tanto em Brasília quanto fora do país.









