Eduardo Bolsonaro descreveu o regime de Maduro como um dos principais pilares financeiros, logísticos e simbólicos do Foro de São Paulo. Ele insinuou que, com a detenção de Maduro, Lula e seus aliados políticos enfrentariam “dias terríveis”, sugerindo que a queda do líder venezuelano impactaria negativamente as alianças e estratégias políticas da esquerda latino-americana. O Foro de São Paulo, que reúne diversos partidos e movimentos políticos de esquerda na América Latina e no Caribe, tem sido alvo frequente de críticas por parte de figuras associadas à direita brasileira, como é o caso de Eduardo.
O contexto da declaração de Eduardo Bolsonaro se insere em uma ofensiva militar em andamento por parte dos Estados Unidos na Venezuela. De acordo com o presidente americano, Donald Trump, as forças armadas dos EUA realizaram um ataque em grande escala contra Caracas, resultando na captura de Maduro e de sua esposa, Cília Flores, durante a madrugada do mesmo dia.
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, também se pronunciou sobre o assunto e destacou que Maduro enfrentará diversas acusações em tribunais americanos. Entre as acusações estão conspiração para narcoterrorismo, importação ilegal de cocaína, posse de armas de fogo, além de conspiração para o uso desse armamento contra os Estados Unidos.
A resposta do governo venezuelano a essas ações militares foi rápida: autoridades do país solicitaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, buscando discutir as implicações internacionais da detenção do presidente. O episódio não apenas acirra as tensões entre os Estados Unidos e a Venezuela, mas também reacende o debate interno no Brasil sobre as relações políticas no continente e o futuro da esquerda latino-americana.
