O Green Card é um documento que confere a imigrantes o direito de permanecerem nos Estados Unidos por tempo indeterminado, tornando-os residentes permanentes. Entretanto, o caminho para a obtenção desse visto não é simples. Geralmente, o processo pode se estender por anos e demanda uma série de requisitos meticulosos. De acordo com aliados próximos à família Bolsonaro, o pedido para a documentação foi protocolado há mais de um ano, mas somente agora Eduardo conseguiu ser aprovado, após comprovar que atendia a todas as exigências estabelecidas.
A concessão do Green Card ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Recentes declarações de figuras importantes do governo americano, como o secretário de Estado Marco Rubio, revelam um clima de atrito, especialmente em relação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse cenário, a figura de Eduardo Bolsonaro se torna ainda mais controversa. O ex-deputado foi acusado de coagir magistrados e de promover iniciativas que buscavam sanções contra o Judiciário brasileiro, em um episódio que envolve um esforço para minar um julgamento relacionado a um suposto plano golpista pelo qual seu pai, Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos de prisão.
Além das acusações graves, o Supremo Tribunal Federal (STF) impôs a Eduardo uma pena de quatro anos e dois meses de prisão em regime semi-aberto, somada a uma multa de 100 salários-mínimos. O STF ainda decretou a inelegibilidade do ex-deputado por um período de oito anos, contados a partir do fim de sua pena, e a perda de seu cargo como escrivão da Polícia Federal.
A recente aprovação de seu Green Card, portanto, se insere em um contexto de novas perspectivas para o ex-deputado, que sempre esteve no centro das atenções, tanto por sua ligação familiar com a presidência anterior quanto por sua atuação política polêmica.





