Em resposta à crítica, Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais para contra-atacar, sugerindo que a retórica de Zema poderia estar enraizada em rivalidades políticas. Ele insinuou que a crítica do ex-governador a Flávio estaria ligada a um desejo de ocupar o espaço político do senador no espectro conservador. O ex-deputado não hesitou em propor um rompimento definitivo com o Partido Novo, aludindo a um descontentamento mais amplo nas relações entre os dois grupos.
Ele declarou, em uma de suas postagens, que considerava “uma postura vagabunda” a crítica de Zema, argumentando que suas ações eram motivadas por uma tentativa de se colocar na mesma posição que Flávio. Essa troca de farpas intensifica a tensão entre as duas legendas políticas, que até então haviam caminhado juntas em várias frentes. Mesmo em tempos recentes, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro viam Zema como um potencial vice na chapa presidencial liderada por Flávio. Contudo, Eduardo Bolsonaro, em uma reviravolta nas últimas semanas, tem promovido a deputada Júlia Zanatta como a opção preferida para ocupar essa posição na chapa, elogiando sua lealdade e trabalho no Congresso Nacional.
Críticas feitas por Zema a Flávio não são inéditas. Em outras ocasiões, o ex-governador já havia demonstrado desconforto com as revelações que ligavam o senador a Vorcaro, reiterando que um candidato à presidência deve preservar sua credibilidade e manter distância de quaisquer figuras controversas. A situação reflete um momento delicado nas relações políticas dentro do campo conservador, que, após esta troca de farpas, pode passar por uma reconfiguração significativa.
