“Eu absolutamente jamais disse isso. Desafio a calar minha boca e mostrar um vídeo onde eu tenha dito algo nesse sentido”, afirmou o político em sua defesa, refutando as ideias que lhe foram atribuídas. A controvérsia ganhou notoriedade após uma entrevista que Eduardo concedeu ao TMC News na quarta-feira, onde mencionou que os Estados Unidos possuem mecanismos “muito semelhantes ao Pix”, sugerindo a possibilidade de negociações bilaterais para fortalecer a relação econômica entre os dois países.
A situação se agravou com a crítica da deputada federal Gleisi Hoffmann, pré-candidata ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT-PR). Em seu perfil nas redes sociais, ela não perdeu a oportunidade de atacar a postura da família Bolsonaro, afirmando que enquanto seu irmão Flávio tentava reivindicar a paternidade do Pix em relação ao governo de Jair Bolsonaro, Eduardo expressava a intenção de substituir o sistema brasileiro por um modelo estrangeiro. “É nojento ver a disposição dos Bolsonaros de servir aos interesses americanos”, escreveu Hoffmann.
A complexidade do debate também envolve o contexto de pressões que o governo dos Estados Unidos enfrentou durante a administração Donald Trump. Empresas gigantes do setor de pagamentos, como Visa e Mastercard, veem o Pix como uma ameaça ao seu modelo de negócios, que se baseia em tarifas de transações. Cada operação realizada por meio do sistema brasileiro representa um desafio direto a esse paradigma tradicional.
Além disso, a escalada das tensões envolve preocupações sobre possíveis monitoramentos externos e restrições ao funcionamento do sistema, levantando alarmes sobre a interferência em uma infraestrutura financeira que é considerada exclusivamente nacional. A opinião pública, portanto, se vê dividida em torno do papel de líderes políticos em uma discussão que transcende meramente o aspecto financeiro, tocando em questões de soberania e independência econômica.
