Eduardo enfatizou que a disposição de Moraes para agir de maneira ilegal não está condicionada a qualquer comportamento de sua parte, mas sim ao contexto das decisões do ministro. “Se ele não cometer a ilegalidade, não é porque eu fui um bom moço com ele, mas porque as circunstâncias reais não permitiram que ele cometesse”, declarou Eduardo, revelando sua indignação com a situação.
A declaração de Eduardo se deu em um momento conturbado, quando Moraes havia solicitado esclarecimentos ao ex-presidente depois que o filho comentou sobre um evento conservador nos Estados Unidos, no qual afirmou estar registrando momentos para enviar a Jair Bolsonaro. Este evento, a Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC), ocorreu no último sábado, e suas repercussões no Brasil chamaram a atenção da imprensa e das autoridades.
Em suas postagens, Eduardo também ressaltou que sua família não lutou para se submeter a Moraes. Ele argumentou que se sua atividade política fosse moldada por ameaças do ministro, ele se tornaria uma “marionete” de suas decisões. Esse descontentamento foi escrito com um tom forte, que aponta para uma suposta manipulação e controle vindo de Moraes, o que, segundo ele, é inadmissível.
Eduardo, que reside fora do Brasil há mais de um ano, criticou aqueles que sugerem que ele deve se encaixar nos termos impostos por Moraes. Ele caracterizou essas sugestões como demonstrações de ignorância sobre a mentalidade de pessoas manipuladoras, referindo-se a Moraes como um “psicopata”. Essa última observação evidencia o clima de hostilidade e desconfiança que permeia as relações entre os apoiadores de Jair Bolsonaro e os membros do Judiciário.
Enquanto isso, a defesa do ex-presidente respondeu às declarações de Moraes, afirmando que Jair Bolsonaro não teve acesso ao vídeo mencionado por Eduardo e que só foi informado sobre o conteúdo após receber intimação. A defesa argumenta que o ex-presidente está em prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após uma internação por problemas de saúde. Ele deve cumprir a pena sob restrições impostas por Moraes, que proíbe o uso de dispositivos de comunicação.
A relação entre o ex-presidente e o Supremo continua tensa, evidenciando um embate entre diferentes esferas de poder no Brasil.






