Eduardo, que “controlava” a vaga antes de se mudar para os Estados Unidos no ano passado e perder o mandato, ainda tem a possibilidade de recorrer da decisão no STF, o que impede que a ação seja encerrada definitivamente. Os membros da cúpula do PL optaram por deixar o caso em um estado de “banho-maria”, aguardando o desenrolar dos trâmites no Supremo, que, conforme a previsão, deve ocorrer antes das próximas eleições. Entretanto, um dos líderes do partido avaliou que as chances de reversão da decisão são “nulas”.
Outra possibilidade cogitada seria Eduardo abrir mão de sua posição na chapa e permitir a inclusão de um substituto. O PL realizará sua convenção no próximo sábado, no Estádio do Pacaembu, na Zona Oeste de São Paulo. Enquanto isso, os líderes do partido já estão em busca de um novo nome para o cargo, mas a decisão final recairá sobre Eduardo Bolsonaro.
De acordo com a Lei Eleitoral, o período de convenções partidárias ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto, com os registros de candidaturas devendo ser feitos até 15 de agosto. Após essa data, a Justiça poderá permitir algumas situações excepcionais para candidaturas, como por renúncias ou falecimentos, possibilitando aos partidos solicitar substituições até 13 de setembro, ou seja, 20 dias antes das eleições.
No contexto da condenação, o relator do processo no STF, ministro Alexandre de Moraes, baseou-se em argumentos da Procuradoria-Geral da República, que alegou que Eduardo teria constrangido ministros através de ações tomadas pela administração de Donald Trump, então presidente dos Estados Unidos. Essa situação envolve medidas como tarifas sobre exportações brasileiras e a aplicação da Lei Magnitsky. Eduardo foi representado pela Defensoria Pública da União, já que, após sua mudança para os Estados Unidos, alegou estar sendo alvo de perseguição judicial, não comparecendo às etapas de instrução e não constituindo um advogado.
