Eduardo, que desde março está nos Estados Unidos, esteve engajado em atividades que incluem a defesa da adoção de sanções americanas contra autoridades brasileiras. Essa ausência prolongada do Brasil gerou incômodos para a oposição, especialmente entre os membros do Partido dos Trabalhadores (PT), que já protocolaram diversos pedidos de cassação. Mesmo ao considerar o período em que esteve licenciado oficialmente, ele já ultrapassou a quantidade de faltas permitida para evitar sanções.
Adicionalmente, propostas para reformar o procedimento de contagem de faltas foram apresentadas. O líder do PT, Lindbergh Farias, sugeriu um projeto que prevê um monitoramento contínuo da assiduidade a cada trimestre, estabelecendo um mecanismo de cassação automático caso o limite de ausências seja atingido. Atualmente, a formalização das presenças é enviada à Presidência da Câmara apenas em março do ano seguinte, o que tem sido alvo de críticas.
Nesse período de tensão política, Lindbergh não apenas solicitou a cassação do mandato de Eduardo, mas também pediu à Procuradoria-Geral da República que bloqueasse os salários e benefícios do deputado, solicitando ainda ressarcimento pelos dias não trabalhados. Enquanto isso, a oposição tentou protegê-lo, indicando-o para um cargo de liderança, o que foi barrado pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta.
Além das faltas, Eduardo enfrenta uma nova denúncia de coação relacionada a uma suposta trama golpista, que está sob análise da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. A situação do deputado, marcada por ausências e controvérsias, coloca em destaque as tensões políticas que permeiam o cenário brasileiro, refletindo um momento crítico para a sua carreira e para a composição da Câmara dos Deputados.
