O treinador enfatizou a importância histórica da conquista do campeonato alagoano, ressaltando que, mais do que um marco em sua carreira, o título representa um feito inédito para o CRB. “Viver essa experiência de ser campeão pelo CRB foi muito importante”, declarou. Com uma ligação significativa com o clube, Barroca mencionou que esta é a sua passagem mais longa em uma equipe, revelando seu afeto por Maceió e sua satisfação em trabalhar ali.
Porém, o tom da conversa mudou quando o técnico abordou as dificuldades de uma fase sem vitórias, um período que acentuou a pressão sobre todos os envolvidos. Ele assumiu a responsabilidade pela situação, afirmando que a escolha de estratégias e escalações é de sua inteira responsabilidade. “A minha parcela de culpa é muito grande”, admitiu, mostrando-se consciente do peso da liderança.
O lado humano da crise também veio à tona. Barroca falou sobre as dificuldades emocionais enfrentadas, como a solidão de estar afastado de sua família, que permanece no Rio de Janeiro. “Foi um movimento de muita solidão”, relatou, ressaltando que a pressão era tão intensa que até momentos simples, como ir ao supermercado, se tornavam desafiadores.
No entanto, apesar das adversidades, o treinador destacou o apoio que recebeu de sua equipe, jogadores e comissão técnica. Agora, com um calendário um pouco menos congestionado, ele vê uma oportunidade de potencializar os treinos e acredita que isso pode levar a uma evolução significativa no desempenho do time.
Barroca trouxe uma mensagem de otimismo ao torcedor regatiano, afirmando que o pior já passou e que existe a chance de viver novas emoções. “Estamos fortalecidos e essa conexão com o torcedor pode nos levar a conquistar algo inédito”, concluiu, reiterando a importância da união entre a equipe e sua apaixonada torcida.





