Edson Fachin Antecipou Férias e Viaja à Costa Rica para Fortalecer Colaboração entre STF e Corte Interamericana de Direitos Humanos

O ministro Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), antecipou o retorno de suas férias, visando mitigar uma crise institucional que surgiu a partir das repercussões do Caso Master. Essa decisão revela sua intenção de dialogar com outros ministros sobre a implementação de um Código de Conduta na Corte. Após essa movimentação, Fachin embarcou para a Costa Rica para participar de compromissos significativos na área de direitos humanos.

Na capital costarriquenha, São José, Fachin será o orador principal na abertura do ano judicial e na cerimônia de posse da nova diretoria da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH), marcada para esta segunda-feira. O tema de sua palestras é instigante: “O enfraquecimento do Estado de Direito democrático como fator de violação de direitos humanos”. Essa abordagem ressalta as preocupações atuais sobre os desafios enfrentados pelos direitos humanos em um contexto onde o Estado de Direito pode estar ameaçado.

Além de sua conferência, o ministro também assinará um termo de compromisso que tem como objetivo fortalecer os laços entre o STF e a Corte IDH. Essa parceria se torna ainda mais relevante com a recente eleição de Rodrigo Mudrovitsch, um brasileiro, para a presidência da Corte Interamericana, simbolizando uma conexão estreita entre as instituições.

A visita de Fachin à Costa Rica é vista como uma estratégia para consolidar uma rede de defesa da democracia e dos direitos humanos na América Latina e no Caribe. Essa mobilização é uma forma de reafirmar a importância do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, especialmente em um momento crítico em que a liderança da Corte IDH está nas mãos de um brasileiro.

Durante sua estadia, Fachin também se reunirá com outros presidentes de tribunais constitucionais da região e participará de diálogos com líderes da justiça costarriquenha, como o presidente da Corte Suprema de Justiça, Orlando Aguirre Gómez, e a presidente do Tribunal Eleitoral, Eugenia Zamora Chavarría. Essa agenda indica não apenas a importância do diálogo internacional sobre direitos humanos, mas também o compromisso do Brasil em ser um protagonista nesse cenário.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo