Simonyan usou seu canal no Telegram para expressar que a Ucrânia “tentará fazer um novo Bucha o tempo todo”, ressaltando que essa seria a única estratégia viável para prolongar o conflito em suas atuais circunstâncias. Esta declaração reflete a crescente tensão e desconfiança entre as partes envolvidas no conflito, com o Kremlin negando qualquer envolvimento em novas atrocidades e por sua vez, acusando Kiev de encenar eventos para manipular a opinião pública e obter apoio internacional.
O que ocorreu em Bucha em abril de 2022 foi um momento crítico, onde o Exército ucraniano acusou as forças russas de massacres de civis. Após a retirada das tropas russas, foram divulgadas imagens e relatos perturbadores sobre a localidade. O governo ucraniano alegou ter encontrado 410 corpos, o que gerou revolta internacional e um chamado por justiça. Entretanto, o governo russo caiu de críticas e nega veementemente qualquer responsabilidade, chamando as alegações de provocação.
A questão suscita um debate mais amplo sobre a veracidade das informações durante a guerra e a utilização da mídia como uma ferramenta de guerra psicológica. A declaração de Simonyan levanta preocupações sobre a manipulação da narrativa de guerra e seus impactos no suporte à Ucrânia, além de apontar para a complexidade e a desconfiança que permeiam o cenário internacional a respeito do conflito. Além disso, fica evidente a necessidade de um exame crítico dos eventos e narrativas que têm sido apresentados na cobertura da guerra na Ucrânia, em um ambiente onde a verdade pode ser obscurecida por interesses políticos e estratégicos.