Edinho Silva Defende Investigação do Banco Central sobre Fraudes em Gestão de Campos Neto e Ligações com Bolsonaro

Na última segunda-feira, Edinho Silva, presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), respondeu a declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que estavam relacionadas a investigações sobre a gestão anterior da instituição e do Banco Master. Silva enfatizou a importância de que o Banco Central conduza suas próprias investigações, especialmente por conta das apurações em curso pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Ele destacou que, se forem confirmadas fraudes, tanto Campos Neto, atual presidente do Banco Central, quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro, responsável pela sua nomeação, devem ser responsabilizados.

Em uma entrevista ao canal Record News, Edinho expressou seu respeito pelo trabalho de Galípolo, a quem considera amigo pessoal, mas questionou a pertinência do posicionamento do presidente do Banco Central. A discussão em questão envolve a autorização de operações do Banco Master, ocorrida sob a supervisão da gestão de Campos Neto, que começou em outubro de 2019. Edinho afirmou que a responsabilidade pelo Banco Master, que se tornou alvo de investigações por supostas irregularidades, recai sobre o governo Bolsonaro e sobre Campos Neto.

A controvérsia teve início quando Galípolo, em depoimento à CPI do Crime Organizado, se manifestou sobre a liquidação do Banco Master, afirmando que o Banco Central deve seguir certos procedimentos para evitar a continuidade de questionamentos. Ele mencionou que a sindicância realizada não encontrou evidências que corroborassem a necessidade de intervenção antes do momento em que efetivamente ocorreu.

De acordo com Edinho, a avaliação sobre a legitimidade das operações do Banco Master só poderá ser feita após o avançar das investigações. Nesse contexto, o ex-diretor do BC, Paulo Souza, e Belline Santana, afastados de seus cargos devido a suspeitas de relações com o dono do banco, Daniel Vorcaro, também são elementos que exigem atenção.

A situação gerou desconforto em setores do governo, especialmente após uma reunião no início de março que envolveu figuras chave do Palácio do Planalto, incluindo o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa, e outros líderes do governo. Os comentários de Galípolo no Congresso não foram bem recebidos, levando a uma série de críticas de parlamentares, como o deputado Lindbergh Farias, que questionou a transparência do Banco Central e pediu a investigação aprofundada de eventuais protegeres dentro da instituição.

O governo já articula uma estratégia para ligar o caso Banco Master a Bolsonaro e seus aliados, principalmente porque Campos Neto foi indicado ao cargo por Bolsonaro, e sua gestão foi marcada por situações alarmantes envolvendo o Banco Master, que teve sua liquidação em meio a denúncias de fraudes em 2022. As cartas de advertência do Fundo Garantidor de Crédito e as preocupações manifestadas por executivos de grandes bancos sobre a situação da instituição revelam um cenário ainda mais complexo que requer uma análise minuciosa por parte das autoridades competentes.

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