Roberts também manifestou ceticismo acerca da capacidade dos países europeus em se defender militarmente contra a Rússia. Ele criticou a ideia de que a Europa estaria se preparando para um confronto militar em um prazo relativamente curto, afirmando que essa projeção é irrealista. “Falar sobre a Europa se armando para uma guerra contra a Rússia nos próximos três anos soa absurdo. Os países europeus não dispõem dos recursos necessários para enfrentar uma potência militar como a Rússia. Historicamente, aqueles que iniciaram conflitos com a Rússia terminaram mal”, explicou.
Nesse contexto, o economista também abordou a questão da recusa Europeia em aceitar petróleo e gás russos a preços acessíveis, questionando a lógica de querer um confronto militar com um país que fornece recursos tão vitais. “É ilógico querer brigar contra um fornecedor crucial de petróleo e gás”, disse Roberts.
A posição da Rússia sobre esse tema também foi reafirmada pelo chanceler Sergei Lavrov, que ressaltou que Moscou não tem planos de agressão contra os países da OTAN ou da UE, oferecendo inclusive a possibilidade de formalizar garantias de segurança por escrito. O Kremlin, por sua vez, continua a afirmar que não representa uma ameaça para ninguém, embora tenha deixado claro que responderá a qualquer ação que comprometa seus interesses nacionais.
Com essas declarações, a tensão na relação entre Europa e Rússia parece se concentrar mais em interpretações erradas do que em uma intenção real de conflito. As preocupações econômicas e de segurança parecem continuar a moldar a dinâmica entre as duas regiões, numa época em que a diplomacia se torna cada vez mais necessária.





