Essa recuperação no volume de transações ocorreu após a revogação de uma norma que modernizava a fiscalização do Pix e outros tipos de transferências financeiras. A onda de desinformação que circulou levou a fraudes como boletos falsos de impostos e práticas que infringiam a ordem econômica, como a cobrança de preços diferenciados entre transações via Pix e outros meios. Como resultado, a Receita Federal cancelou a instrução normativa que havia entrado em vigor no início do ano.
Em comparação com o mês de dezembro, houve uma queda de 13,1% no volume de transferências via Pix entre os dias 16 e 27 de janeiro. No entanto, é importante ressaltar que o último mês do ano geralmente apresenta um aumento nas transações devido ao décimo terceiro salário, às compras de Natal e às férias de fim de ano. Portanto, a comparação mais adequada é com o mesmo período de novembro.
A disseminação de fake news sobre o Pix na primeira quinzena de janeiro resultou em uma queda de 13,4% nas transações em relação a dezembro. Já em comparação com novembro, a redução foi de 6,7%. A reação do governo a essas informações falsas incluiu a edição de uma medida provisória que reforça a isenção de impostos e o sigilo bancário no uso do Pix, além de proibir a prática de preços diferenciados para transações por meio desse sistema.
Portanto, mesmo com o cancelamento da norma que modernizava a fiscalização, a Receita Federal esclareceu que não haveria cobrança de impostos no Pix. No entanto, a disseminação de fake news levou ao cancelamento das novas regras e à adoção de medidas para garantir a segurança e a transparência nas transações realizadas por meio do sistema de pagamentos instantâneos.





