Entretanto, esse desempenho ainda se situe 0,8% abaixo do pico histórico atingido em março de 2026, que, conforme análise de especialistas, é considerado o segundo maiore patamar desde o início da série histórica em janeiro de 2000. A dificuldade em manter um crescimento contínuo é um fenômeno observado, já que se está em um ponto elevado de referência.
No início de 2026, as vendas apresentaram apenas um mês de retração, que foi registrado em abril, enquanto os outros meses mostraram uma leve recuperação. O desempenho do comércio também refletiu a recente desaceleração da inflação, que caiu para 0,16% em junho, em comparação com 0,58% em maio. Adicionalmente, o aumento no nível de emprego, com um acréscimo de 1,1% de pessoas trabalhando entre os meses, contribuiu para o desempenho positivo das vendas.
Dentre os segmentos analisados, metade dos oito grupos de atividade reportaram crescimento entre maio e junho. O setor de hipermercados, por exemplo, viu um aumento de 1,1%, mesmo com outros grupos enfrentando perdas, como os segmentos de combustíveis e vestuário, que registraram quedas de 1,7% e 2,6%, respectivamente.
Quando se amplia a análise para incluir o comércio atacadista, que abrange veículos, construção civil e alimentos, o número caiu 1% entre maio e junho, apesar de ainda acumular um crescimento de 1,9% no semestre. A pesquisa também indica que o comércio, em junho, estava 2,1% abaixo do nível recorde alcançado em fevereiro deste ano.
Em um contexto mais amplo da economia nacional, a Pesquisa Mensal de Comércio é uma das três principais análises conjunturais mensais do IBGE. Recentemente, o instituto reportou um recuo de 1,8% na produção industrial de maio para junho, embora o primeiro semestre tenha mostrado uma alta de 1,5% na comparação com o mesmo período anterior. O setor de serviços também permaneceu estável em junho, com crescimento de 2% no período semestral.




