De acordo com o Tesouro Nacional, o recorde mensal histórico de vendas do Tesouro Direto ocorreu em março do ano passado, alcançando a marca de R$ 6,842 bilhões. No entanto, em dezembro de 2023, o mercado financeiro global enfrentou fortes instabilidades, o que reduziu o interesse de alguns investidores.
Os títulos corrigidos pela Selic foram os mais procurados pelos investidores em dezembro, representando 70,3% das vendas. Em seguida, os títulos vinculados à inflação corresponderam a 17,2% do total, enquanto os títulos prefixados foram responsáveis por 9% das vendas.
Além disso, o Tesouro Renda+ e o novo título Tesouro Educa+ representaram 2,5% e 1% das vendas, respectivamente. O interesse por títulos vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic, que mesmo com quedas recentes, ainda é atrativa.
O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 128,23 bilhões no final de dezembro, o que representa um aumento de 1,61% em relação ao mês anterior e de 22% em relação a dezembro do ano passado. As vendas superaram os resgates em R$ 848,9 milhões no mês passado.
Quanto ao número de investidores, 312,4 mil novos participantes se cadastraram no programa em dezembro, elevando o total para 26.918.583. As vendas de até R$ 5 mil corresponderam a 84,7% do total de operações, e o valor médio por operação atingiu R$ 5.376,50.
Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo, com as vendas de títulos com prazo entre 1 e 5 anos representando 33,8%, e aquelas com prazo entre 5 e 10 anos correspondendo a 53,5% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo representaram 12,7% das vendas.
O Tesouro Direto foi criado em 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, via internet. A venda desses títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos.
