O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Weller Gonçalves, classificou a negociação como um “crime de lesa-pátria” e defendeu a estatização da indústria para garantir a segurança e defesa do Brasil em tempos de conflito. O sindicalista argumenta que a Avibras é uma empresa estratégica, responsável pela fabricação de foguetes, e que a transferência do controle para o exterior coloca em risco a soberania nacional.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também se posicionou contrária à venda, argumentando que a medida prejudica os esforços de reindustrialização do país e a manutenção do capital nacional da empresa é fundamental para a produção com conteúdo e tecnologia brasileiros.
Especialistas em defesa alertam para o aumento da dependência externa do Brasil em relação a fornecedores estrangeiros de material bélico, o que poderia fragilizar a defesa nacional e comprometer a soberania do país. A venda da Avibras para uma empresa estrangeira poderia resultar em situações em que o Brasil ficaria sujeito à disponibilidade e interesses de outras nações em momentos cruciais.
Até o momento, o governo não se manifestou oficialmente sobre o assunto. Enquanto isso, os sindicatos e especialistas continuam pressionando por uma solução que garanta a segurança e soberania do Brasil, seja por meio da estatização da empresa, da manutenção do capital nacional ou da promoção de um maior controle operário sobre as decisões. A venda da Avibras para a Defendtex ainda permanece em discussão, envolvendo questões políticas, econômicas e estratégicas que impactam diretamente a defesa do país.
