ECONOMIA – Variação de Preços em Restaurantes de São Paulo: Diferenças de até 94,3% em Self-Service e Pratos Executivos Revelam Desigualdade Regional.

Uma nova pesquisa conduzida pelo Procon-SP, revelada nesta segunda-feira, traz dados significativos sobre a variação de preços em restaurantes do tipo self-service na cidade de São Paulo. A análise abarcou 350 estabelecimentos em diferentes regiões da capital. Os dados foram coletados em fevereiro de 2026 e mostram discrepâncias alarmantes que podem impactar a escolha dos consumidores.

No modelo de cobrança por quilo, o preço médio foi de R$ 86,86, com oscilações notáveis entre diferentes áreas da cidade. Nos restaurantes da zona norte, o custo médio foi de R$ 79,49, enquanto na zona oeste alcançou R$ 94,36, resultando em uma diferença de 18,7%. Essa variação expressiva ressalta a importância de os clientes estarem atentos aos preços, visto que a localização pode influenciar diretamente no valor da refeição.

Em relação ao sistema de preço fixo, o valor médio registrado foi significativamente mais baixo: R$ 58,91. Aqui, a região norte apresentou preços médios de R$ 36,74, enquanto na zona sul houve um aumento para R$ 71,39, representando uma disparidade de 94,3%. Essa diferença substancial reforça a ideia de que cada região tem suas particularidades econômicas e pode ser um fator determinante na hora de escolher onde almoçar ou jantar.

O levantamento também destacou o prato feito do dia, cujo preço médio foi de R$ 38,65, apresentando uma amplitude de R$ 32,47 na zona norte a R$ 44,85 na zona oeste, marcando uma variação de 38,13%. Outro item relevante da pesquisa foi o prato executivo de frango, que teve preço médio de R$ 42,98 e variou entre R$ 35,11 e R$ 51,31, uma discrepância de 46,14%.

Analisando a série histórica desde 2020, o estudo observou que o preço médio do self-service por quilo alcançou R$ 91,21 em fevereiro de 2026, marcando um aumento de 2,37% em comparação a outubro de 2025, quando o preço médio era de R$ 89,10. Em comparação com janeiro de 2020, o aumento foi ainda mais expressivo, atingindo 65,93%, superando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) que registrou crescimento de 40,23%.

Os resultados mostram que os preços do prato feito também aumentaram, refletindo a tendência inflacionária observada na cidade. A recomendação do Procon-SP é que os consumidores façam comparações cautelosas e busquem opções que realmente ofereçam um bom custo-benefício, considerando sempre a variabilidade de preços nas diferentes regiões da cidade. Esse cenário ressalta a necessidade de um consumo mais consciente e informado.

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