Neste contexto, a assessoria técnica do TCU comentou que, neste momento, o relator está analisando os embargos de declaração apresentados pelo Banco Central. O Banco argumenta que a determinação de uma única autoridade deveria ser o resultado de um processo colegiado, ou seja, uma decisão que envolvesse a deliberação de um grupo, e não apenas de um juiz.
Um comunicado oficial do TCU, publicado na última terça-feira (6), tem como foco reafirmar o papel de controle da Corte sobre as decisões que envolvem a administração pública federal, conforme estabelecido pela Constituição. Essa posição destaca que, embora o Banco Central mantenha uma autonomia técnica e decisória, ele faz parte da estrutura da administração pública federal e, por isso, está sujeito aos mecanismos de controle externo previstos na Constituição.
A nota sublinha ainda que a ação do TCU não é uma iniciativa isolada ou sem precedentes, mas sim parte das medidas que visam garantir a independência e a legitimidade das decisões do Banco Central. Para a Corte, essa fiscalização não diminui a autoridade do órgão regulador, mas, ao contrário, reforça a legitimidade institucional das decisões tomadas, assegurando ao público que ações com significativas repercussões econômicas e sistêmicas estão sendo realizadas em conformidade com os princípios constitucionais.
Dessa forma, a atual situação reflete um cenário de balanço de poderes, onde o controle externo busca garantir uma gestão pública responsável e transparente, assegurando que as atividades do Banco Central estejam sempre em consonância com os preceitos legais e visando o interesse da sociedade. A espera pela decisão do relator continua, enquanto as discussões sobre a autonomia do Banco Central se intensificam no cenário político e econômico do país.
