A população desocupada, pessoas em busca de trabalho, manteve-se estável em 8,3 milhões, sem alterações significativas em comparação com o trimestre anterior e uma redução de 7,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Já o número de trabalhadores ocupados alcançou a marca de 100,6 milhões, com um aumento de 0,4% em relação ao trimestre anterior e de 2% em comparação aos últimos 12 meses.
O setor de transporte, armazenagem e correio foi um dos responsáveis pelo crescimento da ocupação, com um aumento de 4,5%, seguido pelos segmentos de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com crescimento de 1,9%, e outros serviços, com aumento de 3,1%.
A coordenadora de Pesquisas Domiciliares do IBGE, Adriana Beringuy, destacou a expansão da ocupação, contrariando a tendência de estabilidade ou queda esperada para o primeiro trimestre de 2024. O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado também apresentou crescimento, atingindo 38 milhões de trabalhadores, enquanto a quantidade de empregados sem carteira permaneceu estável em 13,4 milhões.
A taxa de informalidade se manteve em 39% da população ocupada, o que representa 39,2 milhões de trabalhadores informais. O rendimento real do trabalhador fechou o período em R$ 3.078, com um aumento de 1,6% no trimestre e de 3,8% em 12 meses.
Os dados da Pnad Contínua foram coletados em uma amostra de 211 mil domicílios de 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, fornecendo informações detalhadas sobre o mercado de trabalho no país.
