Apesar da queda em maio, o superávit da balança comercial acumula um total de US$ 35,887 bilhões nos primeiros cinco meses de 2024, atingindo o maior resultado para o período desde o início da série histórica em 1989, com um aumento de 3,9% em relação ao ano passado.
As exportações no setor agropecuário foram impactadas pela diminuição nos preços, resultando em uma redução de 3,4% no volume de mercadorias exportadas e uma queda de 15,7% no preço médio. Já na indústria de transformação, houve uma diminuição de 8,4% no volume e de 0,9% no preço médio.
No mês de maio, as vendas para o exterior totalizaram US$ 30,338 bilhões, uma queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações permaneceram estáveis, totalizando US$ 21,804 bilhões, um aumento de 0,5%.
A queda nos preços internacionais da soja, do minério de ferro e das carnes foi o principal fator para o recuo das exportações no mês passado. Por outro lado, produtos como algodão, petróleo bruto e café registraram aumento nas vendas, porém insuficiente para compensar a desvalorização dos demais produtos.
Com a previsão de queda de 2,1% nas exportações em 2024 e um aumento de 7,6% nas importações, o governo revisou para baixo a projeção do superávit comercial para o ano, passando de US$ 94,4 bilhões para US$ 73,5 bilhões. As próximas estimativas serão divulgadas em julho, enquanto o mercado financeiro projeta um superávit de US$ 82,26 bilhões para este ano.
