Em termos de comparação anual, o setor apresentou um crescimento modesto de 0,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, de janeiro a maio, o crescimento foi de 1,9% em relação ao mesmo período de 2023, mas no total dos últimos doze meses, o crescimento acumulado foi de 2,6%. Este índice sugere uma desaceleração, uma vez que em abril o crescimento estava em 2,9%.
Os dados são provenientes da Pesquisa Mensal de Serviços, um levantamento que traz à luz os diferentes aspectos do setor. Em maio, o setor de serviços manteve-se 19,6% acima dos níveis verificados antes da pandemia, em fevereiro de 2020, embora ainda esteja 0,5% abaixo do seu pico histórico, registrado em outubro de 2023. A pesquisa fornece dados desde janeiro de 2011, permitindo uma análise mais profunda das tendências ao longo do tempo.
A análise das atividades do setor revela que, entre os cinco grupos pesquisados, duas categorias apresentaram quedas significativas na comparação mensal. Os serviços prestados às famílias, e os transportes e serviços auxiliares a estes, foram os principais responsáveis pelo deslize. O transporte, em particular, teve uma forte influência negativa devido à sua representatividade no setor, respondendo por um terço dos resultados da pesquisa.
O analista Rodrigo Lobo destaca que a queda na receita de empresas de transporte aéreo de passageiros e rodoviário de cargas foi um fator crítico para essa redução. Em maio, o volume de transporte de passageiros teve uma diminuição de 1,3% em relação ao mês anterior, enquanto o transporte de cargas viu uma variação negativa de 0,2%.
Por outro lado, os serviços prestados às famílias atingiram seu nível mais alto desde dezembro de 2014, sendo impulsionados por fatores como o baixo desemprego e a elevação da renda.
A pesquisa também revela que o índice de atividades turísticas (Iatur) sofreu uma queda de 0,4% em maio em comparação ao mês anterior, embora tenha mostrado um crescimento de 1,7% nos últimos doze meses. No contexto das atividades turísticas, que incluem 22 das 166 atividades analisadas, o índice se posiciona 10,8% acima do nível pré-pandemia e a apenas 2,5% abaixo do seu auge registrado em dezembro de 2024.
Esses resultados foram coletados em 17 estados brasileiros, abrangendo uma ampla gama de atividades e evidenciando a complexidade e a dinâmica do setor de serviços no país.





