Segundo o texto final do acordo, as tarifas para os veículos produzidos com tecnologias inovadoras serão eliminadas em prazos diferentes. Os veículos eletrificados terão 18 anos para se beneficiarem da desgravação, enquanto os veículos a hidrogênio terão um prazo de 25 anos, com seis anos de carência. Já os veículos produzidos com novas tecnologias, mesmo as ainda não disponíveis comercialmente, terão um intervalo de 30 anos, também com seis anos de carência.
Além disso, o acordo estabeleceu um mecanismo de salvaguarda de investimentos, que permite ao Brasil adotar medidas de proteção em caso de aumento súbito das importações de veículos da UE. Se as importações ameaçarem a indústria automotiva do Mercosul, o Brasil poderá suspender o cronograma de eliminação das tarifas ou retomar a tarifa padrão de 35% para produtos de fora do Mercosul, sem a necessidade de compensação à UE.
Essas medidas visam garantir a proteção da indústria automotiva do Mercosul e permitir uma transição gradual para um mercado mais aberto e competitivo. O acordo representa uma grande conquista para os dois blocos econômicos e abre novas oportunidades de negócios e cooperação no setor automotivo e em outras áreas da economia.





