O novo valor do salário mínimo não apenas reflete a necessidade de ajuste perante a inflação, mas também tem um impacto significativo na economia. De acordo com as estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a elevação do salário mínimo deverá injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia brasileira. Este cálculo considera os efeitos sobre a renda dos trabalhadores, o aumento do consumo e a arrecadação do governo, mesmo em um ambiente fiscal desafiador, caracterizado por restrições orçamentárias.
A metodologia para o ajuste do salário mínimo segue uma regra específica, que incorpora duas correções: uma proporcional à inflação medida pelo INPC acumulado até novembro do ano anterior, e outra relacionada ao crescimento da economia nos últimos dois anos. Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou suas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024, apontando uma expansão de 3,4%.
Entretanto, é importante observar que a legislação fiscal vigente estabelece limites para reajustes reais acima da inflação, variando entre 0,6% e 2,5%. Nesse sentido, a formulação do novo salário mínimo, previsto para 2026, estava inicialmente em R$ 1.620,99. Após arredondamento conforme a legislação, o número final foi fixado em R$ 1.621. Essa ação representa não apenas um passo em direção à compensação das perdas inflacionárias, mas também um esforço para estimular a economia nacional em tempos de desafios fiscais.







