A área destinada à colheita neste ano foi calculada em 83,2 milhões de hectares, o que traduz um incremento de 1,6 milhão de hectares em relação a 2025, representando um crescimento de 1,9%. No entanto, ao se comparar com o mês anterior, houve uma ligeira redução de 60.985 hectares, correspondente a uma diminuição de 0,1% na área cultivada.
Os três principais produtos que compõem essa produção são o arroz, o milho e a soja, que juntos respondem por impressionantes 92,8% da estimativa total, ocupando 87,4% da área destinada à colheita. Para a soja, a previsão é de uma produção de 174,8 milhões de toneladas. Já o milho foi estimado em 136,5 milhões de toneladas, que se divide entre 29,7 milhões de toneladas na primeira safra e 106,8 milhões na segunda. A produção de arroz (em casca) está prevista para ser de 11,2 milhões de toneladas, enquanto o trigo deve alcançar 6,6 milhões de toneladas, e o algodão herbáceo (em caroço) 9,1 milhões de toneladas. O sorgo, por sua vez, tem uma estimativa de 5,6 milhões de toneladas.
Analisando a produção em nível regional, a distribuição é a seguinte: o Centro-Oeste lidera com 172,4 milhões de toneladas, totalizando 49,6% da produção. Em seguida, está a região Sul, com 92,4 milhões de toneladas (26,5%), seguida pelo Sudeste, com 30,8 milhões de toneladas (8,9%). O Nordeste aparece com 29,8 milhões de toneladas (8,6%) e o Norte, com 22,2 milhões de toneladas (6,4%).
Entre os estados, Mato Grosso se destaca como o maior produtor nacional de grãos, respondendo por impressionantes 31,3% da produção total. Os estados de Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,7%), Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (8,4%) e Minas Gerais (5,5%) também desempenham papéis significativos, juntos representando 79,3% da produção nacional. Essa diversidade na produção agrícola reflete a importância do Brasil como um dos principais players no mercado global de alimentos.





