ECONOMIA – Rioprevidência deve explicar ao MPRJ investimento de R$100 milhões em instituições não credenciadas e situação de empréstimos consignados dos servidores.

Rioprevidência sob investigação por empréstimos consignados e investimentos em instituições não credenciadas

O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, conhecido como Rioprevidência, está no centro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) sobre suas práticas de investimento e gestão de empréstimos consignados. A autarquia, responsável pelo gerenciamento e pagamento de aposentadorias e pensões de servidores estaduais, deve fornecer explicações detalhadas ao MPRJ em um prazo de cinco dias, conforme estabelece um ofício datado de terça-feira.

As suspeitas surgiram a partir de transações que envolvem a aplicação de mais de R$ 100 milhões em instituições financeiras não credenciadas. O MPRJ solicita que o Rioprevidência apresente estudos técnicos, atas de reuniões e procedimentos administrativos que fundamentaram essas decisões de investimento, especialmente no que diz respeito a fundos como o Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo, R CAP Soberano e R CAP Alocação.

Esses investimentos foram realizados em dois momentos específicos, em dezembro de 2025, após uma recomendação do Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal. O grupo havia instado o Rioprevidência a tomar medidas que garantissem a proteção do patrimônio previdenciário e a recuperação de eventuais perdas, especialmente em relação às consequências da liquidação extrajudicial do Banco Master, que ocorreu em novembro de 2025, devido a uma severa crise de liquidez e violação de normas do Sistema Financeiro Nacional.

Além das questões relacionadas aos investimentos, o MPRJ também está investigando a situação dos empréstimos consignados realizados por servidores e pensionistas por meio do Credcesta, administrado pelo Banco Master. A autarquia terá que esclarecer se foi oferecido algum outro instrumento de crédito vinculado às garantias das operações realizadas pelo Rioprevidência junto ao banco Master ou a outras instituições financeiras.

O MPRJ exige que, se novos contratos foram firmados, eles sejam imediatamente interrompidos, destacando a necessidade de preservar os recursos e o patrimônio dos servidores e pensionistas do fundo de pensão. Esta investigação ressalta a importância da transparência e da responsabilidade na gestão de recursos previdenciários, especialmente em um contexto de incertezas financeiras e riscos associados.

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