As preocupações se intensificam diante do fato de que muitas dessas datas comemorativas caem em dias úteis. O fenômeno conhecido como “enforcamento” — quando feriados emendados podem levar ao fechamento de lojas — é uma ameaça tanto à movimentação de consumidores nas ruas quanto à geração de receitas para os comerciantes. Esse impacto se torna ainda mais evidente quando se considera os 52 domingos do ano, durante os quais grande parte do comércio permanece fechada, limitando ainda mais as oportunidades de venda.
Além dos feriados, há a expectativa de que o ano de 2026, marcado por eventos como a Copa do Mundo e eleições, também traga novos desafios para o comércio. Os empresários precisam estar atentos à lucratividade, levando em conta não apenas o custo de operação, mas também a receita gerada nos dias em que as lojas permanecem abertas.
O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro expressou preocupação com o excesso de feriados, que tem o potencial de prejudicar a circulação de mercadorias, além de impactar negativamente o giro financeiro e os negócios. As pequenas empresas, em especial, são as mais vulneráveis, já que costumam não abrir nos finais de semana e feriados.
Gastos das famílias nos feriados frequentemente se direcionam para atividades de lazer, como viagens e passeios, o que favorece setores de turismo e entretenimento em vez do comércio local. Em tempos de crise, o conhecimento sobre o comportamento do consumidor torna-se fundamental para que os lojistas possam se adaptar e sobrevivência em meio a um calendário repleto de feriados.
