Essas informações foram compiladas na mais recente edição do Boletim Anual de Recursos e Reservas, que é publicado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A autarquia se encarrega de regular e monitorar o setor no Brasil, e seus dados são obtidos por meio de um levantamento abrangente com empresas que atuam na exploração e produção de petróleo.
Para calcular o volume de reservas, a ANP leva em consideração tanto as novas descobertas quanto a revisão dos campos já existentes. A pesquisa para este boletim abrangeu 441 campos distribuídos em 12 estados brasileiros. Um dos dados mais relevantes apresentados é o índice de reposição de reservas provadas, que foi de 147,03% em 2025. Esse índice revela que, para cada 100 barris produzidos, foram contabilizados 147 barris em novas reservas, um indicador bastante positivo para o setor. No ano anterior, a produção totalizou 1,38 bilhão de barris.
Uma parte significativa das reservas do Brasil, cerca de 82%, encontra-se localizada na região do pré-sal. Esta vasta área, situada ao longo da costa brasileira, abriga reservas a profundidades superiores a 7.000 metros, abaixo de uma camada espessa de sal. O pré-sal se estende desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e sua exploração tem se mostrado crucial para o aumento das reservas.
Além do petróleo, o boletim também fornece informações sobre as reservas de gás natural, que alcançaram 572,752 bilhões de metros cúbicos em 2025, representando um crescimento de 4,89% em relação ao ano anterior. Destes, 69,3% estão localizados no pré-sal, evidenciando a importância dessa região não apenas para o petróleo, mas também para a produção de gás natural no país.
Esses dados refletem um panorama otimista para o futuro energético do Brasil, com potencial significativo para continuar abastecendo o mercado interno e contribuir com exportações nos próximos anos.
