ECONOMIA – Rendimento médio dos trabalhadores brasileiros atinge recorde de R$ 3.722, com crescimento de 5,5% em relação ao ano passado, revela IBGE.

No primeiro trimestre de 2026, o rendimento médio mensal dos trabalhadores brasileiros atingiu R$ 3.722, marcando um incremento real de 5,5% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Este aumento é histórico, sendo o maior já registrado desde o início da série da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Essa recuperação salarial é um indicativo de melhorias nas condições de trabalho e no mercado em geral.

Este trimestre é particularmente significativo, pois é o segundo consecutivo em que o salário médio supera os R$ 3,7 mil. No último trimestre de 2025, o rendimento médio era de R$ 3.662, o que representa uma variação de 1,6% em comparação com os dados mais recentes.

Os dados foram apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que realiza uma coleta abrangente de informações em diferentes setores. Entre os dez grupos analisados, em oito os rendimentos se mostraram estáveis. No entanto, dois setores registraram um aumento: o comércio, com uma elevação de 3% e a administração pública, que viu seus salários crescerem 2,5%.

Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, sugere que a elevação do rendimento pode, em parte, ser atribuída ao recente ajuste do salário mínimo, que passou a ser de R$ 1.621 em janeiro. No entanto, a analista também observou que a redução de 1 milhão de trabalhadores ocupados em relação ao último trimestre de 2025, especialmente entre os trabalhadores informais, teve um impacto na média salarial. Essa diminuição tende a elevar o rendimento médio dos que permanecem no mercado de trabalho, pois os postos informais costumam oferecer salários inferiores.

Além disso, o IBGE apontou que a massa de rendimento dos trabalhadores alcançou R$ 374,8 bilhões, um valor recorde e que representa um crescimento de 7,1% em relação ao ano anterior, traduzindo-se em R$ 24,8 bilhões a mais em termos de renda para os trabalhadores.

Outro aspecto relevante é a contribuição previdenciária. No primeiro trimestre de 2026, 66,9% dos trabalhadores ocupados contribuíram para a previdência, a maior proporção já registrada na pesquisa. Essa mudança pode ser atribuída à queda na informalidade, que atualmente é de 37,3% da população ocupada, refletindo um leve declínio em relação aos períodos anteriores. Isso significa que mais trabalhadores estão se beneficiando de direitos sociais importantes, como aposentadoria e pensão por morte.

Por fim, a taxa de desemprego também apresentou resultados positivos, atingindo 6,1%, a menor porcentagem já registrada para este período. Esses dados oferecem um retrato otimista do mercado de trabalho brasileiro, evidenciando um cenário de recuperação e resiliência.

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