ECONOMIA – Rendimento Familiar no Brasil Atinge Recorde de R$ 2.264 em 2025, Crescendo 6,9% em Relação ao Ano Anterior e Impactando Economias Regionais.

Em 2025, o rendimento médio mensal das famílias brasileiras atingiu a marca de R$ 2.264 por pessoa, indicando um crescimento real de 6,9% em relação ao ano anterior. Esse valor é o maior já registrado desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) em 2012, e representa o quarto ano consecutivo de alta no rendimento domiciliar. A divulgação desses dados ocorreu em um evento realizado no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O incremento nos rendimentos reflete, em grande parte, a recuperação do emprego e a elevação dos salários, ajudada por um cenário econômico que presenciou um notável recuo nas taxas de desemprego e ajustes anuais no salário mínimo. Segundo especialistas, a renda do trabalho foi a principal responsável por esse avanço, evidenciando a relevância do mercado laboral na economia nacional.

Adicionalmente, a pesquisa oferece um panorama da distribuição de rendimentos pelo país, revelando profundas disparidades regionais. Os estados do Distrito Federal e as regiões Sul e Sudeste lideram a lista dos rendimentos per capita, com o DF apresentando o maior valor, de R$ 4.401. Em contraposição, estados como Maranhão e Acre figuram entre os que possuem os rendimentos mais baixos, com valores abaixo da média nacional.

O estudo ainda detalha que 75,1% do rendimento médio mensal das famílias brasileiras provêm do trabalho, enquanto 24,9% são oriundos de outras fontes, incluindo aposentadorias e benefícios sociais. No Nordeste, apesar de a participação do trabalho na renda ser inferior à média nacional (67,4%), a parcela proveniente de outras fontes supera, totalizando 32,6%. A região também apresenta uma alta dependência de programas sociais, que respondem por 8,8% da renda familiar.

Em termos de renda individual, em 2025, o Brasil contava com 212,7 milhões de habitantes, dos quais 143 milhões apresentavam algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. Este é o maior número registrado até agora, superando o total de 2024. A porcentagem de brasileiros que recebem aposentadorias ou pensões chegou ao patamar de 13,8%, refletindo fenômenos demográficos como o envelhecimento populacional.

Em resumo, 2025 se destacou como um ano de recordes em termos de rendimento, tanto no âmbito do trabalho quanto das diversas fontes de receita. Essa recuperação não apenas impulsiona a economia, mas também lança luz sobre as desigualdades persistentes em um país marcado por diferenças significativas de rendimento entre suas regiões.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo