ECONOMIA – Recuo de Trump traz alívio ao mercado financeiro: dólar cai pela 11ª vez e bolsa fecha com pequeno recuo

O mercado financeiro teve um dia de alívio nesta segunda-feira (3) com o recuo temporário do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em relação à elevação das tarifas comerciais para produtos mexicanos. Essa decisão fez o dólar cair pela 11ª vez consecutiva, registrando a maior sequência de quedas diárias em 20 anos. A bolsa de valores, por sua vez, teve um desempenho mais instável, alternando entre altas e baixas, mas fechando o dia com um pequeno recuo.

O dólar comercial encerrou o dia sendo vendido a R$ 5,815, com uma queda de R$ 0,022 (-0,38%). Mesmo tendo iniciado a jornada em alta e alcançando o patamar de R$ 5,90 por volta do meio-dia, a reversão ocorreu após Trump e a presidenta do México, Claudia Sheinbaum, anunciarem negociações para a questão das tarifas comerciais entre os dois países.

Essa queda no valor do dólar, que atingiu o menor patamar desde novembro do ano passado, refletiu em um acumulado de 5,88% de desvalorização da moeda em 2025. Além disso, o dólar não registra uma alta desde o dia 17 de janeiro, o que configura a maior sequência de quedas diárias desde 2005.

No mercado de ações, o índice Ibovespa da B3 fechou o dia aos 125.970 pontos, marcando uma queda de 0,13%. Embora tenha apresentado uma leve alta ao longo do dia, o indicador perdeu força e terminou próximo à estabilidade.

A suspensão temporária das tarifas comerciais para o México fez o dólar cair em relação às moedas de países emergentes. Além disso, o euro comercial também teve uma queda significativa, fechando abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde outubro do ano passado. No fechamento do dia, o euro estava cotado a R$ 5,981, representando uma baixa de R$ 0,047 (-1,22%).

Esses movimentos do mercado financeiro foram influenciados pelas notícias vindas dos Estados Unidos e México, impactando diretamente nas cotações das moedas e nas bolsas de valores ao redor do mundo.

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