O consumo aparente de bens industriais no país manteve-se estável, totalizando R$ 369,1 bilhões. Esse indicador, que considera a produção industrial nacional, as importações líquidas e as exportações, teve uma queda de apenas 0,2% em relação ao ano anterior. A diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq, Cristina Zanella, destacou que a indústria de máquinas e equipamentos foi impactada pela substituição da produção nacional por importados e pela redução nas exportações.
Um dos principais motivos que contribuíram para o desempenho negativo do setor foi a queda nas vendas de máquinas agrícolas e equipamentos para a construção civil. De acordo com Cristina Zanella, esses foram os segmentos que mais influenciaram o resultado geral, com uma redução significativa nas exportações. As importações de máquinas e equipamentos no país tiveram um aumento de 10,6% em 2024, chegando a US$ 29,5 bilhões. Os equipamentos chineses se destacaram como os mais adquiridos, representando 31,5% do total importado.
Já as exportações brasileiras de máquinas e equipamentos alcançaram US$ 13,1 bilhões, uma queda de 5,5% em relação ao ano anterior. Apesar disso, o resultado de 2024 foi o segundo melhor da série histórica, perdendo apenas para 2023. Países como Singapura, Coreia do Sul, México, Guiana, França e Arábia Saudita aumentaram suas importações de produtos brasileiros, enquanto os Estados Unidos, Argentina, Paraguai, Chile e Peru registraram quedas. Os Estados Unidos, por exemplo, tiveram uma redução de 11,2% nas compras de máquinas para construção civil, enquanto a Argentina diminuiu em 17% as aquisições de equipamentos para o setor de óleo e gás.
Em resumo, o cenário desafiador enfrentado pela indústria de máquinas e equipamentos em 2024 reflete a competição acirrada no mercado internacional e a necessidade de maior competitividade do setor nacional para se destacar frente aos importados.





