Em sua nota, a Receita Federal explicou que a nova estrutura do Imposto de Renda, implantada por meio da Lei 15.270/2025, efetivamente amplia a isenção do imposto para aqueles que recebem até R$ 5 mil mensais. Além disso, a legislação reduz a tributação sobre rendimentos que variam entre R$ 5 mil e R$ 7.350. Essa reforma fiscal visa ajustar a tributação para que seja mais progressiva, favorecendo a maioria dos contribuíntes.
O comunicado do órgão reafirma que “não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda”. De acordo com a Receita, os profissionais da educação são, na verdade, beneficiados pelas disposições da nova legislação.
Em números, a situação dos docentes é representativa. Em 2025, com um piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava em média R$ 283,14 por mês de Imposto de Renda retido na fonte, considerando o desconto simplificado. Com o novo piso de R$ 5.130,63 estabelecido para 2026, esse mesmo profissional verá sua carga tributária estipulada em aproximadamente R$ 46,78 mensais de IR.
Segundo a Receita Federal, a combinação entre o reajuste salarial e a redução na carga tributária não apenas assegura um aumento real no salário líquido dos educadores, mas também corrige distorções na tributação sobre a renda deste grupo profissional. Com isso, o cenário se mostra mais favorável para os professores, proporcionando uma leitura mais justa e abrangente sobre o impacto das novas regras tributárias em suas finanças.
