Por outro lado, quando se analisa o total de emplacamentos de todos os segmentos de veículos, o panorama é mais positivo. No total, 366.713 veículos foram registrados, o que representa um crescimento significativo de 7,42% em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo tendo um dia útil a menos. Contudo, em comparação a dezembro de 2025, houve uma retração de 25,54%, um resultado esperado devido ao período de férias e à diminuição das atividades econômicas.
O presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, expressou otimismo com o desempenho do setor em janeiro. Ele destacou que a queda nas vendas de veículos novos não reflete a força da demanda brasileira, que persiste mesmo em um cenário econômico marcado por altas taxas de juros e um ambiente de crédito desafiador. Arcelio reafirmou que, apesar da diminuição no número de dias úteis comparado ao ano anterior, o crescimento real do mercado é um indicativo de que a demanda ainda se mantém sólida.
O segmento de motocicletas se destacou positivamente, apresentando um crescimento de 17,49% em relação a janeiro do ano passado, apesar de uma queda de 7,57% em comparação a dezembro. Esse aumento é atribuído à crescente procura por motocicletas para serviços de entrega e como solução prática de mobilidade individual. Além disso, a utilização do consórcio como método de aquisição tem contribuído de maneira significativa para a expansão desse segmento, alinhando-se com as mudanças nas necessidades de mobilidade dos consumidores.
Em contrapartida, o setor de caminhões teve um início de ano desafiador, com uma queda de 34,67% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Essa retração ainda não reflete os efeitos do Programa Move Brasil, que visa oferecer crédito à compra de caminhões e cujos resultados se esperam observar nos próximos meses. O desempenho deste segmento está intimamente ligado às condições econômicas, ao agronegócio e ao custo do crédito.
Quando se trata de automóveis e veículos leves, o panorama foi considerado estável. Registrou-se um ligeiro aumento de 1,64% em relação ao janeiro anterior, porém uma queda acentuada de 39,17% na comparação com dezembro. Apesar dos desafios relacionados às condições de financiamento, o mercado mostra sinais de robustez, demonstrando uma capacidade de sustentar os volumes de venda.






