Esse resultado é o mais baixo registrado para o mês desde março de 2020, quando o saldo positivo foi de US$ 4,046 bilhões, durante os primeiros meses da pandemia de covid-19. As exportações em março totalizaram US$ 31,603 bilhões, representando um aumento de 10% em comparação a março de 2025. Em contraste, as importações somaram US$ 25,199 bilhões, com um crescimento de 20,1% no mesmo período.
No que diz respeito à performance setorial, a agropecuária registrou um leve aumento de 1,1% nas exportações, apesar da queda significativa no volume, enquanto a indústria extrativa teve um crescimento expressivo de 36,4%, impulsionado principalmente pelas vendas de petróleo. A indústria de transformação também teve um desempenho positivo, com um crescimento de 5,4%.
Entre os principais produtos que alavancaram as exportações, destacam-se animais vivos, algodão e soja na agropecuária, enquanto na indústria extrativa os destaques foram a venda de óleos brutos de petróleo e outros minerais. Em contraste, as exportações de café despencaram 30,5%, o que se deve a uma redução na quantidade exportada, decorrente de desajustes nos cronogramas de embarque.
As importações foram principalmente impulsionadas pelo setor automotivo, com um aumento de US$ 755,7 milhões em relação ao ano anterior. Produtos como pescados, frutas e veículos de passageiros também mostraram crescimentos significativos.
Nos três primeiros meses de 2026, a balança comercial acumulou um superávit de US$ 14,175 bilhões, um aumento de 47,6% comparado ao mesmo período de 2025. O Mdic projeta um superávit comercial total de US$ 72,1 bilhões para este ano, um crescimento de 5,9% em relação a 2025. As novas estimativas sobre o desempenho das exportações e importações serão revisadas em julho, com os dados do boletim Focus sugerindo um superávit mais conservador de US$ 70 bilhões.
