A retração contínua nas vendas para os Estados Unidos é atribuída à sobretaxa de 50% que o governo Trump impôs a uma série de produtos brasileiros, medida tomada em meados de 2025. Embora tenha havido uma revisão parcial das tarifas no final do ano passado, estima-se que cerca de 22% das exportações do Brasil permaneçam sujeitas a essas alíquotas extras, que variam entre 40% e 50%.
Em contraste, as relações comerciais com a China têm se mostrado promissoras. Em janeiro, as exportações brasileiras para o país asiático cresceram expressivos 17,4%, atingindo um total de US$ 6,47 bilhões, em comparação aos US$ 5,51 bilhões do ano anterior. As importações da China também registraram uma leve queda de 4,9%, totalizando US$ 5,75 bilhões. Esse cenário resultou em um superávit de US$ 720 milhões para o Brasil. A corrente de comércio com a China, totalizando US$ 12,23 bilhões, apresentou um aumento de 5,7%, diante da queda de 18% nas transações com os Estados Unidos, que somaram apenas US$ 5,47 bilhões.
O comércio com a União Europeia, embora tenha gerado um superávit de US$ 310 milhões para o Brasil, também mostrou sinais de retração, com uma diminuição de 8,8% na corrente comercial em relação a janeiro de 2025. Para a Argentina, o Brasil registrou superávit de US$ 150 milhões, mesmo enfrentando uma queda de 19,9% nas transações bilaterais. As exportações para o país vizinho caíram 24,5%, enquanto as importações diminuíram 13,6%.
O cenário atual evidencia a volatilidade do comércio exterior brasileiro, onde relações comerciais tradicionais, como com os Estados Unidos, enfrentam desafios, enquanto outras, como com a China, apresentam oportunidades de crescimento.






