ECONOMIA – Queda do petróleo e incertezas no Oriente Médio pressionam o mercado financeiro brasileiro, com Ibovespa em seu menor nível desde março e dólar oscilante.

Na última quinta-feira, 7 de setembro, o mercado financeiro brasileiro demonstrou um clima de aversão ao risco, marcado pela acentuada queda dos preços do petróleo no cenário internacional, resultado de uma confluência de fatores que inclui a repercussão de balanços corporativos e incertezas relacionadas às negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal indicador da Bolsa de Valores brasileira, sofreu uma redução de 2,38%, fechando aos 183.218 pontos, seu menor nível desde o final de março. Em um dia tenso, o índice chegou a despencar a 182.868 pontos, com um volume financeiro que atingiu R$ 32,08 bilhões. Nesse contexto, a desvalorização dos papéis de grandes empresas, especialmente nos setores financeiro e de energia, contribuiu significativamente para a queda. A Petrobras, que apresenta um peso considerável na composição do Ibovespa, também viu suas ações recuarem devido à queda nos preços internacionais do petróleo.

Paralelamente, nos mercados internacionais, o índice S&P 500 em Nova York registrou uma queda de 0,38%, refletindo a apreensão global também atrelada aos desdobramentos no Oriente Médio.

Quanto ao câmbio, o dólar comercial apresentou uma leve alta de 0,05%, encerrando o dia cotado a R$ 4,923, embora no acumulado do ano tenha demonstrado uma queda de 10,31% frente ao real. O dólar chegou a operar em baixa durante a manhã, impulsionado por indícios de um possível acordo temporário entre os EUA e Irã, que poderia interromper o conflito na região. No entanto, a instabilidade tomou conta do mercado ao longo do dia com novas informações relacionadas ao Estreito de Ormuz, onde os EUA poderiam retomar operações de escolta de navios comerciais, ampliando as incertezas sobre negociações.

Este cenário fez com que o dólar voltasse a oscilação, atingindo R$ 4,93 por volta das 14h30, antes de estabilizar. A visita do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA também foi acompanhada de perto, com Trump descrevendo a conversa como “muito boa”, enfatizando a discussão sobre comércio e tarifas.

No mercado de commodities, os contratos internacionais de petróleo fecharam em queda, com o barril do tipo Brent recuando 1,19%, cotado a US$ 100,06, e o WTI, a $94,81. A volatilidade foi acentuada pela disseminação de rumores e a posterior desmentido da emissora Al Jazeera sobre as operações de escolta, levando os investidores a repensarem suas estratégias diante de um quadro geopolítico complexo. O governo iraniano, por sua vez, afirmou que está analisando novas propostas dos EUA, enquanto intensifica seu controle sobre as embarcações que transitam pelo estratégico Estreito de Ormuz, crucial para a exportação global de petróleo.

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