ECONOMIA – Produção industrial cresce 0,9% em fevereiro e acumula alta de 3% no ano, superando patamar pré-pandemia, mas ainda abaixo de recordes históricos.

A produção industrial brasileira mostrou sinais de recuperação, registrando um crescimento de 0,9% entre janeiro e fevereiro, alcançando assim o segundo mês consecutivo de alta. Com esse desempenho, o setor já acumula uma expansão de 3% nos primeiros meses de 2023. Quando comparada ao período anterior à pandemia, em fevereiro de 2020, a produção industrial está 3,2% acima, ainda que permaneça 14,1% abaixo do recorde histórico atingido em maio de 2011.

O dado foi divulgado pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM), um levantamento essencial para entender o desempenho do setor industrial. Segundo André Macedo, gerente da PIM, este crescimento é um reflexo da recuperação das perdas acumuladas nos meses anteriores, com um perfil diversificado de expansão. Segundo ele, janeiro marcou um processo de retomada da produção, após um dezembro que havia sido impactado por férias coletivas e paralisações técnicas em várias indústrias. Já fevereiro destaca-se por uma intensificação na produção, que pode ser atribuída a uma recomposição de estoques em diferentes setores.

Os dados revelam que o avanço na produção industrial foi observado em todas as quatro grandes categorias econômicas e em 16 das 25 atividades analisadas. Dentre os setores que mais contribuíram para este crescimento, os veículos automotores, reboques e carrocerias se destacaram, com uma alta de 6,6%. Esse setor, que abrange automóveis e autopeças, acumulou um crescimento de 14,1% nos dois primeiros meses de 2023, revertendo uma queda de 9,5% observada nos dois meses finais de 2022. A produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis também apresentou bons resultados, com um crescimento acumulado de 9,9%.

Por outro lado, algumas atividades enfrentaram dificuldades, como a produção de farmoquímicos e farmacêuticos, que apresentaram uma queda de 5,5%, intensificando a retração já observada em janeiro. Essa oscilação é comum na indústria farmacêutica, que experimenta uma volatilidade significativa nos resultados devido à alta base de comparação. Outros setores, como produtos químicos e metalurgia, também reportaram recuos de 1,3% e 1,7%, respectivamente, refletindo a complexidade do cenário econômico atual e os desafios que ainda persistem na indústria.

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