Analisando separadamente as duas fontes de energia, a produção de petróleo ficou em 4,061 milhões de barris por dia (bbl/d), o que representa um aumento de 2,7% em relação ao mês anterior e uma impressionante alta de 16,4% quando comparado a fevereiro de 2025. Por outro lado, a produção de gás natural alcançou 197,63 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), refletindo um crescimento de 2,3% em comparação a janeiro e um robusto aumento de 24,5% em relação ao ano passado.
A nova produção é resultado de esforços feitos em 6.079 poços, dos quais 582 são marítimos e 5.497, terrestres. Os campos marítimos foram responsáveis por uma parte significantemente maior da extração, contribuindo com 98% do petróleo e 87,8% do gás natural total produzido no país. Destes, a Petrobras, operando sozinha ou em parceria com outras empresas, foi a responsável por 89,46% da produção.
De forma significativa, o pré-sal teve um papel central nessa performance, respondendo por 80,2% da produção brasileira em fevereiro, com uma produção de 4,243 milhões de boe/d. Este setor apresentou um crescimento de 2,3% em comparação ao mês anterior e um notável aumento de 20,1% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No pré-sal, foram extraídos 3,264 milhões de bbl/d de petróleo e 155,56 milhões de m³/d de gás natural, provenientes de 181 poços.
Entre os poços, o Campo de Tupi, localizado na Bacia de Santos, destacou-se como o maior produtor do país, com uma extração de 865,98 mil barris de petróleo e 42,87 milhões de m³ de gás natural por dia. As instalações que se sobressaíram foram a plataforma FPSO Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios, destacando-se na produção de petróleo com 197.903 bbl/d, e o navio-plataforma Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero, líder na extração de gás natural, com 12,37 milhões de m³/d. Esses números evidenciam o crescente potencial do Brasil no setor energético, posicionando-o ainda mais como um player relevante no cenário global.
