Segundo a CTC, houve um discreto aumento na qualidade da matéria-prima, medido através do Açúcar Total Recuperável (ATR), com uma média de 136,71 kg por tonelada de cana colhida em 2024. Já a UNICA observou uma melhoria mais significativa entre seus associados, com 160,30 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar este ano, em comparação com os 149,84 kg por tonelada da safra anterior.
Na primeira metade de outubro, 255 unidades produtoras estavam em operação na região centro-sul, sendo 236 unidades processando cana, nove empresas produzindo etanol de milho e dez usinas flex. O aumento na moagem de cana-de-açúcar foi de 2,75% em relação à safra anterior, totalizando 33,83 milhões de toneladas processadas na primeira quinzena de outubro. No acumulado da safra 2024/2025 até 16 de outubro, a moagem atingiu 538,85 milhões de toneladas, um aumento de 2,36% em comparação com o ciclo anterior.
Especialistas consultados pelo jornal ressaltaram que o adiantamento na colheita foi uma estratégia adotada para minimizar as perdas na produtividade. Entretanto, o pesquisador Maximiliano Salles Scarpari alertou que o cenário de seca prolongada impactou significativamente a safra, resultando em uma previsão de menor produtividade para as áreas não colhidas e consequente impacto nos preços do açúcar e álcool.
A Embrapa ressaltou a importância da adoção de tecnologias sustentáveis, como a irrigação controlada, para minimizar os efeitos das secas frequentes e intensas nas plantações de cana-de-açúcar. A expectativa é de que as políticas públicas e as linhas de financiamento incentivem os produtores a investir em práticas mais sustentáveis para garantir a segurança alimentar e a produção de biocombustíveis no país.





