Segundo o primeiro levantamento feito para a safra de café de 2026, o Brasil caminha para superar a marca anterior de 63,1 milhões de sacas, registrada em 2020. Esse aumento notável na produção pode ser atribuído a diversos fatores, entre os quais se destaca a ampliação da área plantada, que deve crescer 4,1% em comparação ao ano passado, alcançando cerca de 1,9 milhão de hectares nesta temporada.
Além da expansão da área cultivada, a Conab também prevê um incremento de 12,4% na produtividade das lavouras. A expectativa é que a produtividade média alcance 34,2 sacas por hectare. Esse ganho é respaldado por condições climáticas mais favoráveis e pela adoção de novas tecnologias e práticas de manejo que têm sido implementadas pelos produtores.
Quando se analisa a produção específica dos dois principais tipos de café cultivados no país, as projeções são igualmente otimistas. Para o café arábica, a estimativa é de colheita de 44,1 milhões de sacas, o que representa um crescimento robusto de 23,3% em relação a 2025. Esse aumento é explicado pela melhoria das condições climáticas e pelos ciclos produtivos favoráveis, conhecidos como bienalidade positiva.
Por outro lado, o café tipo conilon também deve apresentar crescimento expressivo, com a safra prevista em 22,1 milhões de sacas, refletindo uma alta de 6,4% em relação ao ano anterior. Se essas projeções se confirmarem, o Brasil não apenas se firmará como o maior produtor mundial de café, mas também estabelecerá um novo marco em sua trajetória agrícola. A combinação de condições ideais e a melhor utilização das áreas plantadas demonstram um futuro promissor para o setor cafeeiro brasileiro.






