Esta é a quarta semana consecutiva em que as projeções para a inflação são elevadas, embora ainda permaneçam dentro da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta de inflação está fixada em 3%, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, estabelecendo os limites em 1,5% e 4,5%. Em fevereiro, a inflação registrou uma alta de 0,7%, impulsionada especialmente por elevações nos setores de transporte e educação, marcando um aumento em comparação ao mês anterior.
Com a expectativa de inflação para março, que será divulgada na próxima quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o cenário continua a ser monitorado de perto. As perspectivas para os anos seguintes também foram revisadas: a projeção para 2027 subiu de 3,84% para 3,85%, e as estimativas para 2028 e 2029 são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano, após uma redução de 0,25 ponto percentual na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom). Antes do aumento das tensões internacionais, havia uma expectativa de redução mais significativa. A Selic, ao encarecer o crédito, busca conter a demanda aquecida e, por conseguinte, o aumento dos preços.
Ainda segundo as previsões do boletim Focus, as expectativas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil se mantiveram em 1,85% para este ano, com expectativas de 1,8% em 2027 e 2% em 2028 e 2029. O desempenho da economia brasileira continua a ser observado atentamente, especialmente após um crescimento de 2,3% em 2025, com a agropecuária se destacando.
Por fim, a cotação do dólar também encerra o boletim com uma estimativa de R$ 5,40 para o final de 2026, e R$ 5,45 para o final de 2027. As oscilações na taxa de câmbio e na política monetária são temas centrais para a análise econômica do Brasil, refletindo um cenário desafiador para 2026 e os anos seguintes.
