Para os anos seguintes, as expectativas se mantêm estáveis. Para 2027, a inflação é projetada em 3,8%, e para 2028 e 2029, as expectativas são de 3,5% em ambos os anos. Este movimento de redução na previsão do IPCA pela quarta semana consecutiva demonstra um alinhamento positivo com a meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é fixada em 3%, com uma banda de tolerância entre 1,5% e 4,5%.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) será responsável pela primeira divulgação do IPCA de 2026, que será feita em 10 de fevereiro. Os dados mais recentes indicam que, em dezembro, o índice de preços ao consumidor subiu 0,33%, um aumento considerável em relação ao 0,18% registrado em novembro, encerrando 2025 com uma alta acumulada de 4,26%.
Para combater a inflação e alcançar a meta, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, atualmente em 15% ao ano. Essa taxa está no seu nível mais alto desde 2006. Apesar das recentes quedas na inflação e na cotação do dólar, o Comitê de Política Monetária optou por manter os juros estáveis por cinco reuniões consecutivas. Existe uma expectativa que a Selic inicie reduções a partir de março, dependendo da manutenção do controle inflacionário.
Além disso, as análises do mercado financeiro projetam uma possível queda da taxa básica para 12,25% até o final de 2026, com reduções subsequentes para 10,5% em 2027 e 10% em 2028, chegando a 9,5% em 2029. Essa política de juros mais altos tem como objetivo conter a demanda, refletindo diretamente nos preços, enquanto uma taxa reduzida tende a facilitar o crédito, estimulando produção e consumo.
No que diz respeito ao crescimento econômico, o boletim Focus avalia um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8% tanto para 2026 quanto para 2027, com projeções de 2% para 2028 e 2029. No terceiro trimestre de 2025, a economia demonstrou um crescimento marginal, considerado uma estabilidade. Em 2024, o PIB encerrou com um aumento significativo de 3,4%, o que representa o quarto ano consecutivo de crescimento.
Por fim, a expectativa para a cotação do dólar permanece em R$ 5,50 ao final deste ano e projeta-se que essa taxa se mantenha igual em 2027, refletindo um ambiente econômico cauteloso e estratégias consistentes para lidar com as incertezas futuras.
