O Banco Central destacou que o manifesto conjunto reafirma a importância da liberdade técnica das instituições econômicas, considerado um pilar essencial para a estabilidade econômica global. Tal posicionamento é especialmente relevante em tempos de instabilidade política, que frequentemente influenciam decisões sobre a política monetária, tanto no Brasil quanto em outros países.
Os presidentes dos bancos centrais que assinaram o documento enfatizam que a independência institucional é crucial para garantir a estabilidade de preços e, consequentemente, o bem-estar da população. O texto também reafirma a necessidade de respeito ao Estado de Direito, promovendo a transparência e a responsabilidade democrática nas decisões financeiras. “Estamos solidários com o sistema do Federal Reserve e seu presidente”, afirmam os signatários, elogiando a atuação de Powell, que tem se mostrado comprometido com a integridade e o interesse público.
Com essa adesão, Galípolo alinha o Brasil a instituições de destaque mundial, como o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra. Além disso, o manifesto foi assinado por autoridades monetárias de outros países, incluindo Canadá, Suécia, Dinamarca e Austrália, refletindo uma ampla frente internacional pela defesa da autonomia monetária.
Vale ressaltar que a posição de Powell como presidente do FED está sob análise, especialmente após a divulgação de investigações do Departamento de Justiça dos EUA que podem ser vistas como uma forma de pressão política. Powell, por sua vez, reafirmou seu compromisso com o Estado de Direito, apesar das críticas recebidas por parte do ex-presidente Trump, que tem solicitado cortes mais severos nas taxas, mesmo com a inflação nos EUA permanecendo acima da meta.
Esse contexto se torna ainda mais relevante para o Banco Central brasileiro, que recentemente enfrentou desafios com a liquidação do Banco Master e questionamentos no Tribunal de Contas da União sobre sua autonomia. Na segunda-feira anterior à assinatura do manifesto, Galípolo se reuniu com o presidente do TCU, Vital do Rêgo, para discutir esses assuntos. Representantes do mercado acreditam que essa defesa pública da independência das instituições financeiras tem o objetivo de fortalecer a confiança na condução técnica da política monetária em um cenário global marcado por inseguranças e volatilidades.







