Até o momento, 62,3% das declarações já entregues têm direito à restituição, enquanto 20,9% dos contribuintes terão que pagar imposto e 16,8% não terão nem a pagar nem a receber. Esses números refletem um panorama financeiro que pode impactar a economia, à medida que o retorno de valores à população pode injetar recursos no mercado.
A forma como os declarantes têm optado por enviar suas informações mostra um cenário variado. A maioria, 77,2%, utilizou o programa de computador disponibilizado pela Receita. Já 15,8% recorrem ao sistema online, que armazena rascunhos na nuvem do Fisco, enquanto 7,1% escolheram o aplicativo “Meu Imposto de Renda” disponível para dispositivos móveis. A utilização da declaração pré-preenchida tem se tornado bastante popular, com 59,4% dos contribuintes optando por essa versão que facilita a correção de dados.
É importante lembrar que o prazo final para a entrega das declarações se estende até às 23h59min59s do dia 29 de maio. O programa gerador da declaração já está disponível desde 19 de março, permitindo que os contribuintes se organizem para evitar surpresas na reta final. Aqueles que não enviarem sua declaração a tempo estarão sujeitos a uma multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o valor mais alto.
Quanto às obrigações, é necessário que pessoas que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, assim como aqueles com receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920, façam a declaração. No entanto, indivíduos com rendimentos de até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensados, a não ser que se encaixem em outros critérios de obrigatoriedade. Com o número de contribuintes ainda pendentes, a Receita Federal espera uma intensificação das entregas nos próximos dias, reforçando a importância da atenção a esses prazos.
