Tradicionalmente, o volume de declarações tende a aumentar nas semanas finais do prazo, e este ano parece seguir a mesma tendência de anos anteriores. Até o momento, dados da Receita indicam que 56,6% das declarações já entregues têm direito a restituição, enquanto 23% dos contribuintes precisarão pagar Imposto de Renda. Além disso, aproximadamente 20,4% das declarações não implicam nem em imposto a pagar nem em valores a receber.
Entre os métodos utilizados para o envio, a maioria dos contribuintes optou pelo programa de computador, com 78,2% das declarações preenchidas dessa forma. As plataformas digitais também têm se mostrado populares, com 15,6% dos usuários utilizando o preenchimento online, que permite que o rascunho seja salvo nos servidores da Receita. Já 6,2% dos contribuintes declararam através do aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível para smartphones e tablets.
Outro dado relevante é que 59,7% das declarações enviadas foram feitas com o uso da declaração pré-preenchida. Esse recurso facilita o processo, permitindo que os contribuintes baixem uma versão preliminar da documentação e simplesmente confirmem ou corrijam informações. Por sua vez, a opção de desconto simplificado foi amplamente escolhida, representando 54,7% dos envios.
Para aqueles que ainda não entregaram a declaração, o prazo final é às 23h59min59s do dia 29 de março. A Receita também alerta que, quem não cumprir essa obrigação ficará sujeito a uma multa de R$ 165,74 ou a 1% do valor do imposto devido, com o maior valor prevalecendo. Vale destacar que os indivíduos que auferiram rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 ou receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920 são obrigados a realizar a declaração. Em contrapartida, quem recebeu até dois salários mínimos mensais em 2025 está dispensado, exceto se se enquadrar em outras faixas de obrigatoriedade.





