A primeira execução desse novo protocolo ocorreu no final de março, quando o navio MH Ibuki, transportando 17.974 toneladas de Gasolina tipo A, teve prioridade ao atracar no Terminal de Granéis Líquidos da Alamoa, em Santos. Para se ter uma ideia do volume desembarcado, essa quantidade equivale a cerca de 600 caminhões-tanque repletos de gasolina. O MH Ibuki, um navio de bandeira panamenha, opera seus serviços entre a Refinaria de Mataripe e o terminal baiano de Madre de Deus.
Essa prioridade na atracação não é uma novidade e segue um conjunto de normas que prevê tratativas especiais em situações emergenciais. Essas emergências podem incluir, por exemplo, tripulantes envolvidos em acidentes ou avarias nas embarcações que requeiram reparos imediatos. Além disso, a discricionariedade da administração pública também permite que as decisões se adequem às necessidades da sociedade, levando em conta o interesse geral.
Recentemente, uma abordagem similar foi aplicada nas operações de ajuda humanitária para o Rio Grande do Sul, que enfrentou severas enchentes em 2024. A experiência adquirida nesse tipo de situação fez com que as autoridades portuárias reconhecessem a importância de garantir a fluidez no trânsito de produtos essenciais.
Atualmente, o MH Ibuki já está em outra viagem, com previsão de retorno a Santos programada para o dia 12. Se tivesse chegado no dia de hoje, ele também enfrentararia uma espera, já que mais de dez navios, carregando combustíveis e gás, aguardam por espaço nos terminais para descarregamento. De acordo com a APS, no entanto, todas as vagas disponíveis para navios desse tipo estão em operação, e o fluxo no terminal segue normal. Essa agilidade é vital para mitigar os impactos da referida crise energética e garantir a oferta de combustíveis à população.






