A expectativa é que as obras tenham início ainda no primeiro semestre deste ano, com previsão de que a unidade entre em operação comercial em 2029. A retomada deste projeto é um passo significativo, considerando que as obras estavam paralisadas desde 2015. A decisão de reevaluar a implantação ocorreu em 2023, quando a Petrobras optou por retornar ao segmento de fertilizantes, um movimento estratégico que visa fortalecer sua atuação em um setor de alta demanda no país.
A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III projetará uma produção de aproximadamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia. Destas, espera-se que cerca de 180 toneladas diárias estejam disponíveis para a comercialização. A ureia, por ser o fertilizante nitrogenado mais procurado no Brasil, terá sua produção focada predominantemente nos estados que lideram a agropecuária nacional, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.
A amônia, que é matéria-prima essencial para os setores de fertilizantes e petroquímicos, também desempenha um papel crucial na produção agrícola. Além de ser um insumo fundamental na fertilização do solo, a ureia é amplamente utilizada em plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de servir como suplemento alimentar para ruminantes, impactando de maneira positiva o desempenho produtivo do agronegócio brasileiro.
A volta da Petrobras ao setor de fertilizantes não apenas reforça sua relevância econômica, mas também responde a uma crescente demanda por insumos que sustentam a produtividade no campo, destacando a importância do investimento em infraestrutura e inovação agrícola no Brasil.
