ECONOMIA – Petrobras Retoma Obras de Unidade de Fertilizantes em Três Lagoas com Investimento de US$ 1 Bilhão e Previsão de Funcionamento em 2029

Na última segunda-feira, 13 de novembro, o Conselho de Administração da Petrobras anunciou sua decisão de retomar as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III, localizada em Três Lagoas, no estado de Mato Grosso do Sul. Este empreendimento, que já havia recebido a aprovação do conselho em outubro de 2024, faz parte do ambicioso Plano de Negócios 2026-2030 da estatal e demandará um investimento estimado em cerca de US$ 1 bilhão para ser concluído.

A expectativa é que as obras tenham início ainda no primeiro semestre deste ano, com previsão de que a unidade entre em operação comercial em 2029. A retomada deste projeto é um passo significativo, considerando que as obras estavam paralisadas desde 2015. A decisão de reevaluar a implantação ocorreu em 2023, quando a Petrobras optou por retornar ao segmento de fertilizantes, um movimento estratégico que visa fortalecer sua atuação em um setor de alta demanda no país.

A Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III projetará uma produção de aproximadamente 3.600 toneladas de ureia e 2.200 toneladas de amônia por dia. Destas, espera-se que cerca de 180 toneladas diárias estejam disponíveis para a comercialização. A ureia, por ser o fertilizante nitrogenado mais procurado no Brasil, terá sua produção focada predominantemente nos estados que lideram a agropecuária nacional, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo.

A amônia, que é matéria-prima essencial para os setores de fertilizantes e petroquímicos, também desempenha um papel crucial na produção agrícola. Além de ser um insumo fundamental na fertilização do solo, a ureia é amplamente utilizada em plantações de milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de servir como suplemento alimentar para ruminantes, impactando de maneira positiva o desempenho produtivo do agronegócio brasileiro.

A volta da Petrobras ao setor de fertilizantes não apenas reforça sua relevância econômica, mas também responde a uma crescente demanda por insumos que sustentam a produtividade no campo, destacando a importância do investimento em infraestrutura e inovação agrícola no Brasil.

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